NOVA VACINA CONTRA CÂNCER DE PULMÃO TEM BONS RESULTADOS
Segundo a empresa de biotecnologia Ose Immunotherapeutics, a vacina Tedopi reduziu em 41% o risco de morte no prazo de um ano para pessoas com câncer de pulmão de células não pequenas, a forma mais comum da doença, geralmente causada pelo tabagismo, que já se encontrava em estado de metástase.
Uma nova vacina demonstrou aumentar significativamente a sobrevivência de pacientes em estágio avançado de câncer de pulmão. Segundo a empresa de biotecnologia Ose Immunotherapeutics, a vacina Tedopi reduziu em 41% o risco de morte no prazo de um ano para pessoas com câncer de pulmão de células não pequenas, a forma mais comum da doença, geralmente causada pelo tabagismo, que já se encontrava em estado de metástase.
O estudo de fase 3, a última etapa antes da obtenção do registro sanitário, envolveu 219 pacientes dos Estados Unidos e da Europa que haviam demonstrado resistência a outros tratamentos. Desses participantes, 139 receberam a vacina Tedopi, enquanto 80 foram submetidos à quimioterapia. Os resultados, recentemente publicados na revista científica Annals of Oncology, não apenas revelaram a significativa redução no risco de morte proporcionada pela vacina, mas também destacaram melhorias na qualidade de vida dos pacientes.
O professor Benjamin Besse, do Instituto Gustave Roussy e principal autor do estudo, enfatizou que houve uma redução notável de 41% no risco de morte, além de melhorias na tolerância ao tratamento e na qualidade de vida dos pacientes.
Apesar dos resultados promissores, os pesquisadores destacam que a vacina requer múltiplas aplicações durante o tratamento e foi testada em um grupo específico de pacientes que já haviam passado por dois tratamentos anteriores e possuíam o gene HLA-A2, presente em cerca de metade da população.
O câncer de pulmão, embora ainda seja um dos tumores mais letais, viu um considerável avanço em suas opções de tratamento nos últimos anos. Pacientes diagnosticados em estágio precoce (estágio I ou II) geralmente são submetidos a tratamento cirúrgico, frequentemente seguido de quimioterapia para reduzir a recorrência da doença. Em estágios mais avançados, é possível recorrer à imunoterapia ou a uma combinação de quimioterapia e radioterapia, seguida de imunoterapia, visando aumentar a taxa de sobrevivência.
Blog do Rosálio Daniel/Ao minuto
