Trio se disfarça de policiais e exige R$ 500 mil de vítimas em Fortaleza
Três criminosos disfarçados de policiais invadiram um salão de beleza no bairro Aldeota, em Fortaleza, fizeram os proprietários do estabelecimento reféns e passaram a extorqui-los. O trio exigiu R$ 500 mil das vítimas para não prendê-las.
Um suspeito de envolvimento no crime foi preso. Com Roberto de Sousa Lima, de 55 anos, a Polícia Civil do Ceará (PC-CE) apreendeu um simulacro de pistola, dinheiro em espécie, joias e relógios de luxo.
Conforme o Auto de Prisão em Flagrante (APF), era por volta das 12h30min de segunda-feira quando Roberto e outros dois comparsas, ainda não identificados, foram até o salão e se apresentaram falsamente como policiais civis.
Com o simulacro de arma de fogo, o trio passou a extorquir as vítimas, acusando-as de crimes como lavagem de dinheiro, formação de quadrilha e estelionato. Após afirmarem não ter como pagar os R$ 500 mil iniciais, os donos do salão aceitaram pagar R$ 60 mil até o fim do mês.
“Além disso, sob intensa coação, foram obrigadas a acessarem seus aplicativos bancários, realizando, naquele momento, uma transferência bancária no valor de R$ 2.500,00, ocasião em que um dos infratores ainda subtraiu, da bolsa de uma das vítimas, quantia em espécie de igual valor.”, descreve o APF.
Os criminosos fugiram e a Polícia Civil foi acionada. Equipes da Delegacia de Roubos e Furtos de Veículos (DRFV) e da Delegacia Antissequestro (DAS) passaram a investigar o caso e identificaram um carro que teria sido usado na ação.
Criminosos sabiam detalhes da vida das vítimas
Ao se deslocarem ao endereço do proprietário do veículo, os policiais civis se depararam com Roberto. Com o suspeito, ainda foram encontrados dois distintivos com as inscrições “Polícia” e “Ceará”, além do equipamento de gravação das câmeras de segurança do estabelecimento invadido.
No APF, é citado que os criminosos conheciam diversos detalhes da vida das vítimas, estando em posse de dados pessoais e registros fotográficos. Em determinado momento, os falsos policiais chegaram a dizer que buscariam um dos filhos das vítimas para conduzi-lo ao presídio.
“Esse modo de agir revela um contexto de coação extrema, no qual a liberdadedas vítimas e de seus familiares foi utilizada como verdadeiro instrumento para a prática criminosa”, afirmou a juíza Adriana da Cruz Dantas ao decretar a prisão preventiva de Roberto em audiência de custódia.
“Trata-se, portanto, de conduta que revela elevado grau de intimidação, planejamento e frieza”, acrescentou a magistrada. Roberto foi autuado em flagrante pelo crime de extorsão mediante restrição de liberdade.
Blog do Rosálio Daniel/O Povo
